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nov 16
Como é viver em uma cidade em que a internet é um lixo

Quando você está entediado, a Netflix está ali para te oferecer horas e horas de entretenimento. Quer ouvir música enquanto faz o caminho para o trabalho ou para a escola? O Spotify vai te servir. O Facebook também está disponível para você ler as novidades de seus amigos; o WhatsApp vai tornar mais fácil fazer os planos para a noite e o Uber vai te levar para este lugar. O que todos eles têm em comum? A internet. Fácil, de rápido acesso e velocidade. Podemos dizer que você tem tudo nas suas mãos.

O Brasil é muito grande: é o quinto maior país do mundo e possui uma área com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Dentro dele, ainda encontramos muitos universos, diferentes culturas e povos bastante divergentes, mas que, mesmo sendo tão díspares, também são brasileiros. No mesmo compasso em que somos ricos culturalmente, sabemos que existe uma grande desigualdade no que toca a infraestrutura.

Enquanto somos rodeados por internet de alta velocidade e uma vida regida por bytes e conectividade nas grandes capitais, pequeninas cidades nas margens do Brasil ainda sobrevivem como se estivessem nos anos 90. São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do Amazonas, é uma delas (apesar de ser uma das maiores em área). Por lá, você consegue uma conexão de internet com velocidade 200 kbps por R$ 250 mensais — e se você nasceu pós anos 2000, provavelmente não sabe como isso é grave.

A cidade faz fronteira com a Venezuela e a Colômbia. Além disso, fica a 852 quilômetros de Manaus, capital do estado, que possui uma infraestrutura mais presente. Às margens da Bacia do Rio Negro, o município é o que tem maior predominância indígena no Brasil — a cada dez habitantes, nove possui descendência nativa.

Por ser fronteiriça, São Gabriel da Cachoeira é um ponto estratégico do Brasil, consequentemente, existe uma presença "massiva" das Forças Armadas no local. Por lá, estão a 2ª Brigada de Infantaria de Selva, Comando de Fronteira Rio Negro, 5º Batalhão de Infantaria de Selva, 21ª Companhia de Engenharia de Construção, Destacamento do Controle do Espaço Aéreo de São Gabriel da Cachoeira, Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira, Destacamento da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica e o Destacamento da Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental.

Na cidade, trabalha o técnico de informática Rafael Silva*, que entrou em contato com o TecMundopara nos mostrar e contar um pouco mais sobre a vida dos habitantes da região.

 

"Enquanto muitas pessoas pagam valores bem em conta por velocidades bastante rápidas (e ainda reclamam dela), nós pagamos R$ 250,00 por 200 kbps para uma operadora local. Um valor bem elevado para pouca velocidade de internet", disse Rafael Silva* ao TecMundo. "Não conseguimos assistir a vídeos, fazer downloads grandes... Netflix é um sonho por aqui".

O leitor revelou ao TecMundo que toda a conexão de internet feita na cidade acontece via satélite, ou seja, não há cabeamento, banda larga ou fibra óptica no local. Apenas isso já aumenta o valor do serviço — e você pode ter uma noção do motivo pelo qual os preços de internet via satélite em grandes capitais brasileiras também é bem alto.

"Para vocês terem uma ideia, no meu trabalho, temos que compartilhar 250 Kbps com mais ou menos quatro ou cinco notebooks, aí você tem uma noção de quão precária é a nossa conexão com a internet — fora que, quando chove, a conexão fica offline", explicou Rafael. O contraste fica claro neste relato: "Em agosto, estive em São Paulo e pude ver como é navegar na internet com alta velocidade e com os serviços funcionando em tempo real, como o Uber e o iFood, por exemplo, que aqui em São Gabriel só conhecemos por nome".

No momento, existem três provedoras de internet em São Gabriel da Cachoeira: Amazon Cyber (em parceria com a O3b Networks), a Maraskanet e Pathernon Informática. Sobre telefonia móvel, TIM, Vivo e Claro também estão presentes, mas sem planos de dados — segundo Silva, a Claro até oferece 3G, mas ele não funciona e, quando isso acontece, parece 2G.

Para um futuro próximo, a esperança também não é muito animadora: os comentários na cidade são de que um provedor local, provavelmente a O3b, pretende oferecer internet. Contudo, quem paga R$ 250 para receber 200 kbps passará a pagar R$ 320.

Por agora, os planos de uma operadora local oferecidos aos cidadãos da cidade são os seguintes — com algumas comparações:

  • Plano Noite: R$ 200/mês por 250 kbps (conexão noturna)
  • Plano Super + 50 horas: R$ 300/mês por 250 kpbs
  • Plano Master + 100 horas: R$ 600/mês por 400 kbps
  • Plano Prêmio + 150 horas: R$ 800/mês por 550 kbps
  • Plano Top + 200 horas: R$ 1.000/mês por 700 kbps
  • (Comparação) Linha Discada anos 2000: picos de +110 kbps (média 56 kbps)
  • (Comparação) HughesNet São Paulo: R$ 250/mês por 10 MB (franquia 35 GB)




Fonte: http://www.tecmundo.com.br/
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